quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pequenas Grandes Coisas


Dias desses, sentados à mesa, aguardávamos o almoço que seria servido. Entre papos e risos, meu filho me contava sobre seus últimos dias na escola: brincadeiras entre amigos, informações apreendidas, experiências compartilhadas.
Enquanto falava, sem perceber (suponho), esticou a perna e encostou o solado do tênis na minha calça, por baixo da mesa. Por mais que tentássemos manter aquele calçado em adequado estado de limpeza, eu sabia que alguma impureza certamente estava sujando minha vestimenta de trabalho.
Numa reação automática, meu pensamento transportou-me à lógica de quão importante seria eu preservar minha integridade profissional, zelando pela roupa que, em partes, a representava. Porém, meu outro hemisfério cerebral (aquele que recheia a razão de sensibilidade e poesia), convenceu-me rapidamente a não desprezar o simples gesto expressado pelos 6 anos de alguém para quem o pai ainda é um herói!




Evidentemente, sucumbi à doçura silenciosa daquele olhar de menino, que parecia pedir o meu carinho, o meu tempo, a minha intimidade! Pequenas grandes coisas...!
– Oh, meu filho, manche minhas calças o quanto quiser... Só não me deixe jamais manchar o seu nobre coração!

*                    *                    *                    *                    *

Surpreendentemente, esta história que vivenciei há alguns dias em casa foi escrita muito tempo atrás! Sim, escrita e executada pelo grande Autor da Vida!
Deus nos gerou pelo poder da Sua Palavra1. Com paciência e sabedoria, Ele nos tem sustentado dia após dia2. Desde o princípio do mundo, derrama continuamente Sua bondade e misericórdia sobre nós3! Desde o começo de tudo, Seu amor e Sua graça são abundantes4!
Este amor – tão grande amor – convida-nos para sentarmos à mesa com Ele e cearmos em Sua presença como filhos5. Porém, a maioria de nós tem outros planos pra si mesmo. A maioria prefere fazer as próprias escolhas, trilhar os próprios caminhos6.

“Mas a todos aqueles que receberem Jesus, como Salvador, pela fé, o Senhor lhes dá o poder de se tornarem filhos Dele”.   (João 1.14 adaptado)

Ah!! Que boa notícia! Quão doce esperança! Sermos resgatados do frio das ruas da solidão, do egoísmo, do medo, da hipocrisia7... Sermos retirados do abandono dos becos do pecado, dos fardos da lei, dos prazeres iníquos, do desamor8... Sermos adotados para vivermos num lar que começa aqui e continua, para além desta vida, no Céu9!
Agora, como filhos queridos, podemos desfrutar do cuidado de um Deus sempre presente10, da sabedoria de um Deus soberano11, da intimidade crescente de um Deus maravilhoso12! Como filhos amados, podemos ouvir os conselhos da Sua Palavra todos os dias e nos deleitar neles13! Podemos confiar na Sua providência e socorro14!




Ele nos abrigará sob o cobertor paterno da Sua bondade15, nos ensinará os caminhos que devemos seguir16, nos consolará das feridas que um dia sofremos lá fora17. Ele nos preencherá o vazio que havia no peito18, nos transformará os valores tortuosos19, nos transbordará de amor e paz genuínos20! Um amor e uma paz que, de fato, só emanam Dele21!
– Oh, meu Pai, obrigado por me amar e me tornar Teu filho! Obrigado por me aceitar à mesa da Tua intimidade e por me ensinar enquanto me deleito na Tua presença! Ajuda-me a não machucar o Teu santo coração com os sapatos sujos dos meus pecados! Ajuda-me a viver – verdadeiramente – como Teu filho!




                                                           Pablo Bernardes


Referências bíblicas que embasam o texto:

1) Gênesis 1.26; Salmo 33.9, 13-15 e 139.14-16
2) Salmo 55.22; Mateus 6.26; Hebreus 1.3
3) Salmo 23.6; 33.5 e 145-9
4) Salmo 66.20
5) João 1.12; 1 João 3.1
6) Salmo 50.22-23 e 106.21
7) Salmo 119.29
8) Gálatas 3.13; Colossenses 1.13-14
9) João 14.1-3; Efésios 1.3-14
10) Salmo 40.17
11) Salmo 42.11 e 51.6
12) Salmo 25.14; Gálatas 4.6-7
13) Salmo 1.2; 16.7 e 119.16 e 24
14) Salmo 37.7; 57.1 e 59.16
15) Salmo 36.7
16) Salmo 32.8 e 119.59
17) Salmo 56.8
18) Salmo 90.4
19) Provérbios 3.6; Hebreus 12.5-8
20) Efésios 3.19; Filipenses 4.7  
21) João 14.27; 1 João 4.10


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O Perfume do Amor


“Era um homem muito ocupado. Diretor da maior empresa de telecomunicação do estado, jamais desligava o celular.
– As informações não param... Tragédias e mortes também acontecem de madrugada... – justificava, sem tirar os olhos das notícias.
Workaholic assumido, sua vida social resumia-se a eventos que lhe dessem mais prestígio ou dinheiro. Não à toa, seu casamento perdurou apenas por dois exaustivos meses, mas lhe trouxe uma menina, que morava com a avó.
Num dos feriados de setembro, enquanto muitos viajavam e outros dormiam, lá estava o executivo, a caminho do seu escritório, para mais um dia de labuta. Ao parar em um semáforo, notou alguns papeis de balinha no banco onde sua filha estivera. Então abriu o vidro do carro rapidamente para jogar na rua aquilo que sujava a sua Mercedes. Junto dos papeis, um lacinho azul, que sua filha amarrava no cabelo, também foi parar na sujeira do asfalto.
Sem querer, percebeu pelo retrovisor que uma menina de rua, de pouca idade e tamanho, pegou o laço, amarrou-o no dedo e olhou na sua direção. 


  


           Num súbito movimento, o homem desviou o olhar e esperou o sinal abrir... Mas a menina foi mais rápida e, achegando-se ao vidro do carro, deixou um sorriso saboroso!
‘Que ousadia, a daquela menina!’, pensou o grande homem dos negócios. ‘Graças a Deus não me pediu dinheiro, nem encostou no meu carro’.
Mas a imagem da garota sorrindo para ele visitou várias vezes a sua mente naquela manhã, atrapalhando-o em seus compromissos profissionais. Sem conseguir se concentrar, resolveu voltar para casa antes do almoço, o que nunca fizera nos últimos 10 anos. Sua tarde e noite foram um misto de culpa, pelo tempo perdido, e de agonia, por não conseguir descansar.
No dia seguinte, antes de o Sol colorir o horizonte, lá estava o executivo acompanhando o telejornal, enquanto arrumava a gravata. Pouco depois, já no seu carro, pensava e repensava a agenda da manhã.
Entretanto, ao parar novamente naquele semáforo, percebeu a mesma menina, agora pedindo moedas ao carro da frente. O motorista abaixou o vidro e educadamente colocou alguns centavos na mãozinha suja dela, em cujo polegar se achava agarrado o lacinho azul. Ela ainda visitou outros dois carros; porém, quando se viu ao lado da Mercedes, não pediu moedas, apenas deixou o mesmo sorriso.
Durante toda aquela semana foi assim. Na sexta-feira, levemente condoído, o empresário abriu o vidro para ajudar com moedas a mocinha (algo que nunca fazia), mas ela as rejeitou, apenas lhe servindo com o sorriso. Este simples gesto passou a acalentar os dias fatigantes daquele homem, que já despertava toda manhã ansiando por aquele momento. Aquela garota era a menina de rua da qual ele mais gostava: não lhe pedia dinheiro e sempre lhe dava um sorriso.
Certo dia, depois de algumas semanas daquela nova rotina, ao passar pelo mesmo local, não encontrou a menina. Olhou para um lado, para o outro, estranhado... Procurou com os olhos entre os veículos, nas calçadas... nada! O sinal abriu, e o homem acabou seguindo o seu caminho.
Pouco tempo debruçado em sua mesa, porém, foi-lhe suficiente para concluir que não conseguiria trabalhar naquele dia, outra vez. O vazio do sorriso que não premiou sua manhã ocupava toda a concentração necessária às suas tarefas mentais.
‘Por que será que ela não estava lá? Será que está doente? Será que mudou de ponto? Será que sua família foi para outra cidade?’, conjecturava ele, angustiado.
Alguns minutos depois, cancelou a reunião da qual faria parte e voltou ao seu trono de rodas. Rapidamente, dirigiu-se ao único semáforo que, quando fechado, lhe afagava o coração.
Mais uma vez, ninguém por ali. Só carros estranhos e pedestres desconhecidos. Nenhum sinal da garota por perto. Então o executivo estacionou a Mercedes e começou a procurar a sua menina de rua.
‘Se eu achá-la, vou lhe dar uma nota de 50 reais... Não! Vou lhe pagar um bom lanche, talvez um almoço... Melhor não... O que pensarão de mim?’
Mas ela não estava por ali.
Sentado numa calçada próxima, um engraxate comia seu pedaço de pão.
– Vai uma graxa, tio?
– Agora não... – respondeu o homem, sem fitar o menino. – Você sabe me dizer onde está aquela garotinha que sempre pede dinheiro ali no sinal?
O engraxate abaixou a cabeça... esperou algum tempo... depois respondeu:
– Ela morreu atropelada nessa madrugada, enquanto dormia ali no cantinho...
Atônito, o milionário que toda manhã mendigava um sorriso, pôs-se a chorar, sem pudores, como se perdesse o sentido da vida...
‘Por que não percebi que ela não tinha casa? Que dormia na rua, no frio, sozinha?’, remoía ele. ‘Como pude ser tão mesquinho?’
Enquanto caminhava de volta ao carro, ainda cabisbaixo, encontrou no canteiro central da avenida, o lacinho azul. Voou sobre ele e o agarrou com força! Algum tempo depois, foi encontrar sua filha no colégio.
Nunca soube o nome, a idade ou qualquer informação sobre aquela garota, que pudesse torná-lo ao menos um pouco diferente de todas as pessoas que davam a ela moedas no trânsito. A única coisa que ele soube foi que ela guardou – como um presente precioso! – um velho lacinho azul que a filha dele nem usava mais e por isso agradecia a ele todos os dias com um sorriso que jamais se apagará!

*                    *                    *                    *                    *

Este pequeno enredo fictício é a história real da humanidade. Descaso, egoísmo, egocentrismo... Frieza, orgulho, indiferença... Cada um faz dos seus dias o que bem quer... Cada um leva a vida, como se dela fosse o proprietário, o supremo criador...




Onde está o amor que Jesus nos ensinou1? Onde está o amor com o qual Deus nos ama2? Por que, muitas vezes, esquecemos as Suas promessas eternas3 e fixamos os olhos nos momentos ou prazeres tão fugazes que nos assediam?

Por que temos tanta facilidade em apontar o dedo, em gritar por justiça, em vomitar soberba? E por que tanta dificuldade em perdoar, em compreender, em estender a mão? Onde está a compaixão?

Porventura, não são verdadeiras estas palavras: ‘Nos últimos dias..., os homens serão amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, profanos, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, vaidosos, mais amigos dos prazeres que de Deus, tendo forma de piedade mas negando-Lhe o poder4’?

Muito mais que aparências, Deus quer o nosso coração5! Muito mais que sacrifícios, Deus quer a nossa vida6! Antes de tudo, Ele não pede os nossos melhores atos, tão imundos, tão errantes7... Ele pede os nossos joelhos quebrantados8 e a nossa adoração sincera9! 




         Adoração que não se resume a cânticos pontuais na congregação local, tampouco a orações diárias como um mantra repetitivo...

A nossa adoração deve começar ao abrirmos os olhos e não terminar quando adormecemos... É como um bom perfume que nos acompanha aonde vamos... Um bom perfume que exalamos sem perceber, mas que contagia quem está ao nosso redor10!

Este perfume adorador nasce do verdadeiro amor!

Amando a Deus sobre todas as coisas, perfumamos os nossos pensamentos com pureza e retidão11. Esquecemos mágoas, pecados, vaidades12... Focamos o nosso pensar naquilo que realmente importa: o reino de Deus e a Sua vontade13. Adoramos ao Senhor com a nossa mente14...

Amando a Deus sobre todas as coisas, perfumamos as nossas palavras com doçura15 e sabedoria16. Falamos quando podemos consolar, instruir, edificar17... Cantamos para expressar o que dentro de nós já é imenso18! Adoramos ao Senhor com o nosso coração19...

Amando a Deus sobre todas as coisas, perfumamos os nossos atos com misericórdia e bondade20. Agimos com fé sob a direção da Palavra de Deus e do Seu poder21. Plantamos boas sementes... colhemos preciosos frutos22... Adoramos ao Senhor e servimos ao próximo com toda a nossa vida23!

Queremos ser diferentes? Verdadeiros adoradores?

‘Amarás o Senhor, Teu Deus, sobre todas as coisas e ao Teu próximo como a Ti mesmo24.’

Queremos ser discípulos de Jesus?

‘Nisto conhecerão os que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros25.’     


                                                      Pablo Bernardes


Referências bíblicas que embasam o texto:

1) Mateus 5.44
2) Jeremias 31.3; João 3.16; Romanos 5.8; 1 João 4.19
3) João 14.1-3
4) 2 Timóteo 3.1-5
5) 1 Samuel 16.7; Joel 2.13
6) Mateus 9.13
7) Isaías 64.6
8) Salmo 51.17
9) João 4.23-24
10) Salmo 34.1; 2 Coríntios 2.14-15
11) Filipenses 4.8
12) Lamentações 3.21; Filipenses 3.13
13) Salmo 143.10; Mateus 6.33
14) Romanos 12.1-2
15) Provérbios 15.1 e 16.24
16) Provérbios 15.23; Eclesiastes 12.11
17) Provérbios 10.21, 12.19 e 18.21; Tiago 3.10
18) Salmo 103.1
19) Salmo 16 e 86.12
20) Gálatas 5.22-23
21) Salmo 119.105; Mateus 22.11
22) Salmo 1; Isaías 41.18; Gálatas 6.7-8
23) João 13.15; Gálatas 5.13; 1 Pedro 4.10
24) Lucas 10.27
25) João 13.35

sábado, 9 de maio de 2015

A Nobre Missão de Ser Mãe


Aquele seria o primeiro filho, mas também o último. Por anos pedindo a Deus esse presente, chegava a hora de conhecê-lo... O peito pulsava forte!
– Parabéns, querida! – cumprimentou o obstetra. – Aqui está o seu rapazinho... Nunca se esqueça de que Deus lhe confiou a nobre missão de ser a mãe que ele precisa... Cuide dele com muito amor e paciência, está bem?
– Sim, doutor... – respondeu ela, com lágrimas felizes, mesmo sabendo que os desafios só começavam...
Sete meses antes, esta mãe contou ao pai da criança que estava gestante. Bastante transtornado com a notícia, ele confessou a ela que era portador do vírus HIV. Em seguida, expulsou-a de casa e a desamparou completamente.



 Sem onde se abrigar, ela pediu ajuda dos familiares. Mas eles, após saberem da sua doença, não lhe estenderam a mão. Pior, cortaram quaisquer relações de afeto com ela.
Durante a gestação, ela recebeu medicações antirretrovirais, na tentativa de que o bebê não fosse contaminado. Mas vários déficits motores, cognitivos e comportamentais demostraram, poucos dias após o nascimento, que o filho também recebera o vírus. Os exames confirmaram a suspeita. Para aquela mãe e o seu bebê, agora restava uma dura realidade.
– Bom dia, meu amor! Veja que manhã bonita, esta que Deus nos dá! Hoje a mamãe preparou um café delicioso pra você... Enquanto come, vou lhe contar umas histórias bem bonitas! Mas não chore... Tenho certeza que hoje você vai conseguir comer... – disse ela, pronta para fazer, em mais um dia, aquilo que era fácil para a maioria dos pais, porém tão árduo em quem tinha tantas limitações e dificuldades!
Mas ela não desistia nem reclamava... Muitas vezes engolia a sua tristeza, ocultava os seus fardos e escondia as suas lágrimas, para que o filho só percebesse o sorriso que ela, dia após dia, fingia no rosto... Quantas noites abdicou do seu sono, para que ele dormisse em paz! Quantas madrugadas atravessou em oração, pedindo forças para resistir!
Doze anos e sete meses depois, Deus o levou para Si!
– Obrigado, filhinho, por cada segundo ao seu lado! – disse ela, enquanto se despedia dele. – Você me fez uma mulher muito melhor! Me fez conhecer intimamente o Senhor e viver um amor profundo e verdadeiro!

*                     *                    *                    *                    *

Um dos papéis mais destacados e valorosos na Bíblia é missão de mãe (1Tm 2.15). Por quase 300 vezes, este termo aparece nas páginas da Escritura. Deus deu à mulher esta grande responsabilidade e privilégio!



O capítulo 31 do livro de Provérbios, ensinado pela mãe ao rei Lemuel, faz uma bela descrição da mulher virtuosa. Por isso, quase ao final, “seus filhos se levantam e lhe chamam bem-aventurada” (vers. 28).

Segundo a Palavra de Deus:

Uma mãe virtuosa é digna da confiança do marido (vers. 11), pois o auxilia nas pequenas ou difíceis decisões... conforta-o após as duras lidas... age com lealdade, seja perto ou distante... trata-o com paciência e respeito...  A palavra dela é sempre verdadeira... Seu comportamento, exemplar! Ela faz bem ao marido, todos os dias da vida (vers. 12): na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na fartura ou na escassez...

         Uma mãe virtuosa dá mantimento à sua casa e tarefa às suas servas (vers. 15). Zela pelo bom andamento do lar, não come o pão da preguiça (vers. 27)... Por isso, seus filhos a admiram e aprendem nela o valor do trabalho, da dedicação... No tocante à sua casa, ela não teme a neve, pois todos andam vestidos de “trajes” de carinho, cuidado e alegria... Ela supre às necessidades afetivas do lar e sacrifica-se para diminuir as limitações e debilidades dos seus.

         Uma mãe virtuosa abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado (vers. 20). Sua língua (vers. 26) e seu coração têm profunda bondade! Ela ensina o perdão, pratica a misericórdia, dissemina a compaixão... Planta em seus filhos laços de amizade e companheirismo... 

        Uma mãe virtuosa fala com sabedoria (vers. 26) vinda de Deus. Mesmo consciente das suas imperfeições, ela não deixa de instruir os filhos no melhor caminho, nos melhores valores, nas melhores escolhas. Ela apazigua os enfrentamentos, falando com brandura...

        Uma mãe virtuosa teme ao SENHOR (vers. 30) de verdade! Pois sabe que Dele e por meio Dele são todas as coisas! Sabe que Dele provém o genuíno amor! 




          Seus filhos aprendem esta obediência voluntária, esta adoração sincera, esta afeição extrema! Ela não se preocupa com o dia de amanhã (vers. 25), pois crê na provisão do soberano e amoroso Deus sobre a sua família!

          Uma mãe virtuosa - com sabedoria - edifica o seu lar (Pv. 14.1).


Ser mãe é bem mais que um intento,
Um título, uma paixão...
Ser mãe não é ter documento
Nem horas de treino ao fogão...

Ser mãe é se dar por inteiro!
Os sonhos do filho sonhar...
Fazer desse amor verdadeiro
Seu Porto Seguro e luar!

Nas dúvidas, ela é o abrigo
Que traz esperança e luz...
Nas dores, o seu ombro amigo
Ao pleno consolo conduz!

Ensina com sabedoria...
Exorta com sinceridade...
Seu rosto de pele macia
Agora tem rugas da idade...

São marcas das noites em claro
Ao lado do filho doente...
Sinais do carinho e amparo
Que a ele ofertou simplesmente...

Exemplo de força e ternura
Seu filho conhece de cor!
E quando o cansaço perdura
O colo de mãe é o melhor!

Quão doces cuidados os seus!
Mistura de graça e labor...
Ser mãe é um presente de Deus!
É um lindo oceano de amor!



                                                               Pablo Bernardes